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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

as legítimas

Nova paixão da Nina: as havaianas.
Nem tão nova assim. Ela gosta faz tempo já... desde quando começou a caminhar.
Mas agora tá piorando a coisa. Existe um grupo de MAHD (mulheres que amam havaianas demais)? Hahahha

Sim, ela quer ir de havaianas em todo lugar, seja quente ou frio. Seja festa ou parque... Seja noite ou dia.
E é uma briga.

Hoje, antes de ir pra escola, cheguei a dizer que ia doar as tais havaianas “ósa” (rosa) se ela continuasse com essa mania....
Ela me disse: “Não! É minha!”.

Para driblar a moça, tive que pegar uma sacolinha e colocar as ditas dentro e dizer que ela ia levar pra escola, para colocar quando ficasse um pouco mais quente (estava frio).
Aí ela concordou. Deixou colocar a sandália. E saiu agarrada na sacola.

Aí chegamos na escola, ela entrou na sala e foi direto na professora, contando que dentro da sacola tinha o “chinelo ósa”. Já foi sentando pra tirar a sandália.
E a professora contando que ontem ela pedia pra colocar o chinelo. Ela dizia: “Quéio o chinelo ósa. Lá na muchiia Pi. Mamãe botô lá!”.  Tadinha. Não estava lá... Às vezes eu mando... quando sei que vai estar muito quente...

Então, ela deve estar lá, agora, de “chinelo ósa” e bem faceira... e de unhas pintadas... filhos... ai, ai!!!

indo para a escola... agarrada na sacolinha...
não é melissa... é o chinelo rosa!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

2 anos e 3 meses e a velocidade das coisas

Marina está prestes a completar 2 aninhos e 3 meses e muita coisa têm acontecido ultimamente.
É incrível a velocidade com que ela aprende as coisas. Não precisa explicar duas vezes. Na primeira ela já processa e guarda. E não precisa nem ensinar. Ela pega no ar, numa conversa ali, outra aqui.
O vocabulário está um espetáculo. Conta muitas estórias. Conta do seu dia na escola, num passeio, quando está na vovó, quando brinca com os amiguinhos. Enfim, formula frases, parágrafos e textos inteiros. Às vezes, nem respira pra conseguir terminar um “causo”.
Geralmente não se atrapalha nas palavras. Tenta falar tudo, repete tudo.
A memória é algo também que nos espantamos. Sobre algo que aconteceu há 4, 5 meses atrás ela ainda lembra e conta.
Por exemplo, no aniversário dela, na casa da vovó, o priminho Diogo caiu, chorou e a mamãe da Nina passou pomada na testa dele. Toda vez que ela vê a tal pomada, ela conta a história.
Conta também a história dos carrinhos coloridos que o primo Davi comprou e deu: o azul para o Rica, o laranja para a Nina, o amarelo para a Valentina e o verde para o Davi. Você pode perguntar de trás pra frente, de frente pra trás, da pessoa pra cor, da cor pra pessoa e ela não se enrola. Tem na ponta da língua quem ganhou qual.
Ela também imita direitinho a mamãe aqui. “Não podi!” “Tô baba!” e aponta o dedo, franze a testa e faz cara de mandona.
Marina sempre foi uma criança bem sociável, mas tem ficado mais. Acho que a vergonha ou timidez estão dando lugar à curiosidade de saber mais. E ela não tem medo de nada. Ah, tem sim: de mosquito. E só!
Desde que começou a caminhar, com 1 ano e 3 meses, toma banho sem banheira, de pé mesmo, no box. Mamãe ou papai ajudam. Mas ela gosta de lavar o cabelo, o bumbum, a mão, os braços, o pescoço, as pernas, os pés... e é banho rapidão. Tomou, saiu. Sem enrolar muito.
Marina é uma criança tranquila. Embora seja uma criança que goste de atenção, de brincar e interagir com a gente o tempo todo, que precise de atividades pois não se prende à filmes, tv, dvd, ou outras coisas do tipo, ela entende quando explicamos as coisas pra ela. Ela fica brava, mas entende.
Na escola dá para perceber que os coleguinhas gostam muito dela. Quando ela chega, todos vão correndo encontra-la. E ela abraça um por um. E beija às vezes. É difícil recebermos alguma reclamação de mau comportamento, mas às vezes acontece sim. Conversamos muito com ela para evitar de algo ruim se repetir. E tem dado certo. É difícil voltar a acontecer.
Marina tem saído com algumas pérolas. Quando ela cai, por exemplo, ela diz: “Nina caiu de maduia!”. Obviamente alguém falou pra ela que não era pra chorar, que ela caíra de madura.
Mas ela quase não chora. É muito difícil vê-la chorar. Muito mesmo. E sempre acorda de bom humor, conversando, dando bom dia, dando abraço e beijo.
E a fase de brincar com a Mona e o Fredo está linda de viver. Ela abraça, aperta, faz carinho, conversa com eles. E, aos poucos, eles vão se entregando a ela. Logo serão todos grandes amigos.
A-D-O-R-A um shopping. Mas não é sempre que a levamos. Geralmente se comporta em lugares públicos. E recebe elogios das pessoas. Só não se comporta se algo a incomoda, como fome ou sono.
Dorme em qualquer lugar, com barulho, com claridade, no colo, na cama, no sofá, na cadeirinha do carro... bateu o sono, ela capota.
Come bem e procuramos dar comida saudável sempre.
Quase não fica doente. Às vezes tem uma febrícula. E quase sempre sem maiores consequências. Vem e vai. Resfriados? Difícil. Viroses? Às vezes. Geralmente conjuntivite. Acho que ela gosta de ficar em casa por uns dias.
Fica bem na casa dos avós quando necessário. Dorme fora de casa, se ambienta super bem.
E aí, dia desses, olhei pra ela eu perguntei pro marido: Por que tem gente que acha tão difícil educar um filho? Olha a Nina. Tão querida, boazinha. Tem a personalidade dela sim. E forte. Mas é educada e tenho certeza que será formadora de opinião.
E ele respondeu: Não sei. Porque não fazemos nada de diferente do que fazíamos antes de ter ela. Deve ser o nosso jeito de viver.
Aí pensei: com certeza, o meio onde uma criança vive, as pessoas, escola, lugares... tudo influencia. Tudo molda a pessoa.
E por isso acredito que educar não é fácil. Mas também não é nada difícil. Porque são nossas atitudes que educam. Nossos valores. Isso sim é o que eles enxergam e se espelham.
O primeiro passo para ter um filho é preocupar-se com isso. O resto vem naturalmente.

Pronta para a festa à fantasia e comendo
o cupcake preparado na escola

gauchinha, serelepe, desenhista e boa de garfo

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

no banho...

Eu: - Nina, vamos tomar banho?
Nina: - Não, mamãe! Não quéio.
Eu: - Ah, vamos, aí tu fica só de fralda e faz a “dancinha da fralda”.
Nina: - Tá bom! Tudo bem!

Agora é assim... todo dia ela faz a dancinha da fralda...



vai ficar dodói...

Nina, na sala, tirando o sapato, as meias... e um frio de renguiá cusco:
- Nina, deixa o sapato e a meia. Tá frio. Pelo menos a meia.
Nina: - Não, não quéio.
Eu: - Hum. Tá bom. Mas tu sabia que se tu ficar doente vai ter que fazer uma visitinha pra alguém?
Nina olha... pensa... e diz:
- Mamãe, bota a meia?
Eu: - Tá bom, vem cá que a mamãe coloca.
Nina, sussurra bem baixinho: - Não qué Dr. Renato. Nina não qué!

Sapequice em nível máximo.

trocando a fralda

Nina: - Mamãe, mamãe, cocô!
Eu: - Pode fazer, depois a mamãe troca a fralda.
Nina: - Não picisa, é só xixi.

=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x


Eu: - Nina, vamos trocar a fralda? Tá cheia de xixi.
Nina: - Não, mamãe. Não picisa, tá sequinha.

=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x=x


Nina, fazendo força: - Mamãe, mamãe, cocô!
Eu: - Pode fazer, depois a mamãe troca a fralda.
Nina: - Não! Papai troca.
Eu: - Tá bom. Papai troca.
Nina: - Não. Mamãe troca.
Eu: - Tá bom, mamãe troca.
Nina: - Não, papai....

Afe... decida-se!!!

domingo, 14 de setembro de 2014

num quedito!

Saio do banho e enrosco num treco pendurado no teto do banheiro que cai no chão.
Eu: - Ihhhh, caiu!
Papai, na sala diz: - O que aconteceu? Quebrou?
Eu: - Não, só caiu o pendurico aqui do banheiro.
Nina, que ouviu tudo, grita: - Nina qué vê, Nina qué vê!
E sai correndo da sala para o banheiro falando: - Ah, não! Eu não queditu!

sábado, 13 de setembro de 2014

trabalhando...

Eu: - Onde a Nina vai trabalhar quando crescer?
Nina, pensativa: - Na Ieni, mamãe.
Eu: - Hum, não é no Sicredi?
Nina, com cara de “você não entendeu, mamãe?”, responde: - Não mamãe, na Ieni, eu faleiii.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

só de meias

Eu: - Nina, não tira o sapato. Tá frio.
Nina: - Não mamãe. Nina qué tirá.
Eu: - Não tira, tô avisando!

Aí ela tira e fica só de meias.
Papai, pega os lixos e diz: - Vou levar o lixo lá embaixo.
Nina, prontamente: - Mamãe, ajuda Nina botá sapato, ajuda mamãe! Ajuda!!! Mamuuuu!!!